Tabacaria

A Categoria Tabacaria é a maior geradora de tráfego do canal Conveniência, sendo responsável pela maior parcela do faturamento das lojas. Estratégica para o canal, sua gestão exige muita atenção – garantir os níveis de estoques adequados para as diversas marcas, manter a peça expositora bem abastecida, seguir as determinações legais para comercialização são alguns dos cuidados que o varejista precisa ter.

A frequência de visitas do consumidor da categoria às lojas de conveniência é bastante elevada. Pesquisas apontam que 64% dos fumantes vão ao ponto de vendas todos os dias para comprar cigarros.

Assim, aproveitar a presença desse cliente fiel para a venda de outros itens é uma meta importante. Mais de 60% dos consumidores que compram cigarros na loja de conveniência, segundo levantamentos feitos pela indústria fornecedora, também compram produtos de outras categorias, como Bomboniere e Food Service.

O fumante dificilmente muda de marca de cigarro (90% têm sua marca escolhida e é leal a ela há mais de um ano). Se ele não encontra a marca que fuma em um determinado estabelecimento, não é tão fácil que experimente outra. Esse cliente vai a outro ponto de vendas. A ruptura de estoque, portanto, pode resultar na perda de consumidores fiéis. A categoria proporciona alto grau de fidelidade à loja, desde que não falte produto.

Comércio ilegal

No Brasil, a realidade do mercado de tabaco é perturbadora: 54% do total de cigarros consumidos são de origem ilegal, por contrabando (crime de maior incidência, com a maior parte do produto contrabandeado do Paraguai), pirataria ou fraude. Além de aumentar a ameaça à saúde, pois os produtos não passam pela avaliação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), decorrem evasão fiscal, lavagem de dinheiro, financiamento de outros crimes como tráfico de drogas e armas etc.

Recentemente (notícia do final de março de 2019), o governo brasileiro criou um grupo de trabalho com o objetivo de estudar a diminuição da tributação do cigarro. Hoje, a carga tributária do produto é de cerca de 80%, enquanto a do produto no Paraguai fica em torno de 18%. Com isso, avalia-se a possível diminuição do contrabando e do consumo de cigarros de baixa qualidade e, como resultado, a redução dos riscos à saúde. O tema é polêmico, uma vez que é questionado se a medida poderá provocar aumento no número de fumantes (vide matérias relacionadas).

Cigarro Eletrônico

Uma tendência do mercado de tabaco no mundo são os cigarros eletrônicos, cujo uso vem crescendo em países como Estados Unidos e Reino Unido. No Brasil, sua comercialização não está aprovada pela Anvisa.

A Anvisa determinou o prazo de até dezembro de 2019 para regulamentação dessa nova categoria (vale comentar que a Agência considera o cigarro eletrônico uma outra categoria).

Governo cria grupo de trabalho para redução de tributação de cigarro

“Portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública publicada hoje (26) no Diário Oficial da União institui um grupo de trabalho para avaliar “a conveniência e oportunidade” da redução da tributação de cigarros fabricados no Brasil. De acordo com o texto, a proposta é diminuir o consumo de cigarros estrangeiros de baixa qualidade, o contrabando e os riscos à saúde decorrentes desse tipo de produto (…)”.

Publicado em 26/03/2019
Fonte: site Agência Brasil (Portal EBC)

“Mais da metade dos cigarros vendidos no país são ilegais, mostra pesquisa

O levantamento mostra que o mercado ilegal bateu recorde este ano (54%), com crescimento de seis pontos percentuais em relação a 2017”

“Fumar faz mal à saúde. Mas se o cigarro for contrabandeado, sem sequer passar pelo crivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o risco é infinitamente maior. Além disso, o consumidor colabora indiretamente com pirataria, falsificação, fraude, sonegação fiscal, roubo de carga e lavagem de dinheiro. Dominado por quadrilhas como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), o contrabando financia crimes como o tráfico de drogas, armas e munições, de acordo com pesquisa do Ibope. O levantamento mostra que o mercado ilegal bateu recorde este ano (54% dos cigarros no país são ilegais), com crescimento de seis pontos percentuais em relação a 2017. Desses, 50% vieram do Paraguai e 5%, de empresas que operam irregularmente no Brasil (…).”

Publicado em 30/10/2018
Fonte: site do Correio Braziliense

SAIBA MAIS

“Identificadas 90 marcas irregulares de cigarros

Produtos representam um grave problema à sociedade, pois têm preço mais baixo dos que os regularizados, sendo mais acessíveis para crianças e adolescentes”

“A Anvisa divulgou, nesta terça-feira (12/3), uma lista com 90 marcas de cigarro comercializadas de forma irregular no país. Os produtos representam um grave problema para a sociedade, já que têm preço mais baixo dos que os regularizados e consequentemente são mais acessíveis para crianças e adolescentes, altamente vulneráveis à iniciação no consumo precoce de tabaco (…).”

Publicado em 12/03/2019
Fonte: Portal ANVISA

SAIBA MAIS

Resultados de 2018 – Mercado Total de Lojas de Conveniência

  • Em 2018, a categoria contribuiu com 40,3% do faturamento das lojas de conveniência do mercado total pesquisado pela Nielsen.
  • A Souza Cruz continuou com a primeira colocação em share, seguida pela Philip Morris e JTI.
  • A liderança do ranking entre as marcas permaneceu com Marlboro, seguido de Dunhill e Kent.
  • Nos últimos anos, houve movimentos de migração de marcas tanto da Souza Cruz quanto da Philip Morris. A marca Carlton migrou para Dunhill, a marca Free para Kent, Dallas para Chesterfield e, recentemente, Minister para Rothmans. Como consequência, para fins comparativos vemos diferenças nas colocações antes divulgadas, referentes a 2017.
  • Rothmans, a marca de cigarro mais barata da líder Souza Cruz, ocupou a 4ª colocação no ranking das marcas mais vendidas, em 2018.

Fonte: Nielsen

  • Hollywood manteve o seu 5º lugar.
  • O ranking das marcas de cigarros reflete uma característica do canal que concentra grande parcela de consumidores das classes A e B. As três marcas líderes em faturamento nas lojas de conveniência são as de preço mais elevado. Apesar disso, o volume de vendas de marcas de valor mais baixo (“value for money”) é importantíssimo e tem aumentado significativamente – um exemplo é o resultado de vendas de Rothmans, que posicionou a marca em quarto lugar no ranking. Existe, neste mercado, uma tendência de busca por marcas mais baratas devido ao impacto no bolso do consumidor – que é, na maioria, jovem, de classe média. Assim, o varejista tem que ter atenção ao mix para não haver ruptura de estoque.
  • Na lista dos TOP 10, as quatro primeiras colocações foram as mesmas de 2017: DUNHILL CARLTON, BOX/FLIP TOP, RED, SOUZA CRUZ; MARLBORO, BOX/FLIP TOP, GOLD, PHILIP MORRIS; MARLBORO, MAÇO, GOLD, PHILIP MORRIS; e MARLBORO, BOX/FLIP TOP, RED, PHILIP MORRIS.
  • KENT, MAÇO, RED, SOUZA CRUZ assumiu a 5ª posição e MARLBORO, MAÇO, RED, PHILIP MORRIS caiu para o 6º lugar.

“Cigarro eletrônico: entenda se o polêmico aparelho faz mal à saúde ou não”

“O cigarro eletrônico surgiu como uma promessa de auxílio para quem deseja parar de fumar. Bastante controverso no mundo, ele é visto como redutor de danos – uma forma de minimizar o impacto do tabagismo na saúde – em alguns países, especialmente no Reino Unido, e tratado com cautela em outros, como no Brasil e na Espanha.

A Public Health England (PHE), uma agência do Serviço de Saúde da Inglaterra, realizou uma experiência para comparar efeitos do produto, também chamado de e-cigarette, e-ciggy, e-cigar e caneta a vapor, entre outros nomes, com os dos cigarros tradicionais (comburentes). (…)

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda não existem pesquisas conclusivas que comprovem esta função e nem a segurança na utilização dos cigarros eletrônicos(…)”

Publicado em 10/02/2019
Fonte: site BBC News Brasil

Ranking fabricantes - Cigarros

2017 2018
SOUZA CRUZ 1 1
PHILIP MORRIS 2 2
JTI 3 3
GOLDEN LEAF 4 4
BELLAVANA 5 5

Fonte: Nielsen

Ranking marcas - Cigarros

2017 2018
MARLBORO 1 1
DUNHILL 2 2
KENT 3 3
ROTHMANS 4 4
HOLLYWOOD 5 5
LUCKY STRIKE 6 6
CHESTERFIELD 12 7
WINSTON 11 8
DERBY 7 9
LM 8 10

Fonte: Nielsen

Ranking produtos - cigarros

2017 2018
DUNHILL CARLTON,BOX/FLIP TOP,RED 1 1
MARLBORO,BOX/FLIP TOP,GOLD 3 2
MARLBORO,MAÇO,GOLD 2 3
MARLBORO,BOX/FLIP TOP,RED 4 4
KENT,MAÇO,RED 18 5
MARLBORO,MAÇO,RED 5 6
MARLBORO,BOX/FLIP TOP,BLUE ICE MINT 9 7
ROTHMANS,BOX/FLIP TOP,BLUE 192 8
KENT,MAÇO,BLUE 27 9
CHESTERFIELD,BOX/FLIP TOP,BLUE 43 10

Fonte: Nielsen

“Uso de cigarro eletrônico aumenta 78% em um ano entre estudantes dos EUA

Cerca de 3,6 milhões de alunos de ensino médio e universidades usaram cigarros eletrônicos em 2018, contra 2,1 milhões em 2017.”

“O número de jovens americanos que utilizam cigarros eletrônicos aumentou um milhão e meio em 2018, compensando os anos de redução do consumo de tabaco em escolas de ensino médio e universidades, informaram nesta segunda-feira (11) as autoridades de saúde dos Estados Unidos (…).”

Publicado em 12/02/2019
Fonte: site G1

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