Depois de um cenário de queda na demanda por combustíveis, observado em 2015 e 2016, decorrente da instabilidade econômica, o mercado vem se recuperando.

As vendas de combustíveis em 2017 tiveram um aumento de 0,6% e 2018 fechou com um ligeiro aumento de 0,3%, em comparação com o ano anterior.

O mercado de postos revendedores demandou, em 2018, 92 bilhões de litros de gasolina, etanol hidratado, GNV e óleo diesel, e representou, aproximadamente, 80% do total comercializado desses produtos.

Após a crise econômica interromper, em 2016, o histórico de crescimento do consumo de combustíveis para motores do ciclo Otto1 em gasolina equivalente2, o ano de 2017 havia apresentado um crescimento de 1,2%. Já em 2018, houve queda de 2,6% no volume, em comparação com o ano anterior.

As importações de gasolina e diesel em 2018 tiveram uma queda significativa de 16% em relação a 2017, especialmente em função da política de preços da Petrobras, alinhados aos preços internacionais, e à política de subsídios concedidos ao óleo diesel a partir da greve dos caminhoneiros.

A demanda de combustíveis de aviação – Querosene de Aviação (QAV) e Gasolina de Aviação (GAV)– , após um ciclo de 3 anos de queda, em 2018, apresentou um crescimento expressivo de 6,6%, atingindo 7,2 bilhões de litros.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as empresas aéreas nacionais tiveram, em 2018, aumentos de 7,9% no RPK (passageiros por km) e de 15,3% no transporte de carga e correios.

  1. Ciclo Otto: motores de combustão interna, com ignição por centelha, movidos a etanol hidratado, gasolina C ou GNV (Gás Natural Veicular).
  2. Gasolina Equivalente: Equivalência entre os volumes de etanol hidratado, GNV e gasolina C, tendo como referência o poder calorífico da gasolina.