Bebidas Não Alcoólicas

A Categoria de Bebidas Não Alcoólicas desempenha papel muito importante nas lojas de conveniência, sendo uma das principais geradoras de tráfego aos pontos de vendas. A frequência de compras desta categoria destino é elevada – e caracteriza-se principalmente pela compra de produtos para consumo imediato, com forte sinergia com outras categorias como o Food Service e Snacks. Sua participação no faturamento é, portanto, bastante expressiva.

Devido à sua abrangência, a Categoria requer segmentação para que seus resultados sejam melhor analisados. Assim, ela é dividida em três grupos de Subcategorias: Refrigerantes (ou Bebidas Carbonatadas); Águas, Sucos e Chás (ASCs); e Energéticos, Isotônicos e Guaranás Naturais (ENIGs).

Saudabilidade

O crescimento do segmento de alimentos e bebidas saudáveis, com redução ou ausência de açúcar, por exemplo, se reflete nos resultados atuais desta Categoria: embora a participação de Refrigerantes nas vendas seja predominante, a subcategoria vem perdendo share ao longo dos anos.

A indústria, por sua vez, investe em inovações, novos produtos e sabores, diversificando ainda mais a oferta da Categoria, seguindo as tendências de consumo atuais e a busca de novidades por parte do público consumidor, em especial das gerações Y e Z.

Resultados de 2018 – Mercado Total de Lojas de Conveniência

  • A Categoria contribuiu com 17,8% de participação em faturamento, em 2018.
  • A participação de Refrigerantes sofreu queda de 4,22 pontos percentuais de 2017 para 2018, fechando em 36,5%. Vale ressaltar que, no período de apuração anterior (2017 vs. 2016), já houve perda de 1,6 pontos percentuais. Assim, a subcategoria que, em 2012, contribuía com 51% do faturamento do Mercado Total das lojas de conveniência, não atingiu 40% das vendas da Categoria Bebidas Não Alcoólicas seis anos depois. Este quadro segue o que vem ocorrendo no mundo nos últimos anos, como reflexo da onda de “saudabilidade” que tomou conta dos hábitos de consumo.
  • Em 2018, Energéticos, Isotônicos e Guaranás Naturais chegaram a 30% de contribuição na Categoria, 5,5 pontos percentuais acima do ano anterior. Águas, Sucos e Chás tiveram redução share em faturamento – 33,5% vs. 34,8%, em 2017.

Fonte: Nielsen

Share Subcategorias - Bebidas Não Alcoólicas (%)

2017 2018
Refrigerantes 40,7 36,5
Águas, Sucos e Chás 34,8 33,5
Energéticos, Isotônicos e Guaranás Naturais 24,5 30,0

Fonte: Nielsen

Resultados e planos da Indústria

“(…) Na semana passada, a Ambev e a Coca-Cola Femsa apresentaram seus resultados anuais de 2018. No segmento de bebidas não alcoólicas no Brasil, a Ambev teve redução de volume (8,7%) e na receita líquida (1,0%). “Apesar dos desafios, continuamos investindo na expansão do premium, com as marcas Lipton, Tônica e Gatorade, que contribuem para um mix mais rentável. Também continuaremos promovendo nossa principal marca, Guaraná Antarctica”, informou a empresa em nota.

Já a Coca-Cola Femsa reportou crescimento de volume de 2,9% no País sobre o resultado de 2017. “Na América do Sul, o ambiente de recuperação no Brasil, juntamente com um portfólio robusto, nos permitiu crescimento de volume”, declarou o CEO da companhia, John Santa Maria Otazua, por meio de comunicado.”

Publicado em 08/03/19
Fonte: DCI

LEIA MAIS

O maior desafio da Ambev no Brasil não são as cervejas

A maior queda de volume está em seu segmento de bebidas não alcoólicas no Brasil, que inclui o Guaraná Antártica, o isotônico Gatorade e chá Lipton”

A Ambev, conhecida pelas marcas de cerveja Antárctica, Brahma, Skol e Stella Artois, perde espaço para seus concorrentes. A líder do mercado de cervejas no Brasil enfrenta uma concorrência mais acirrada com a Heineken e foi a brasileira que mais perdeu valor de mercado no ano passado – a queda foi de 85 bilhões de reais.

Mas as cervejas da companhia não são seu maior problema. Uma das maiores quedas de volume e receita está em seu segmento de bebidas não alcoólicas no Brasil, que inclui refrigerantes como o Guaraná Antártica, o isotônico Gatorade e chá Lipton (…)”.

Publicado em 09/03/2019
Fonte: site da Revista Exame

SAIBA MAIS

Saudabilidade

“(…) São muitas as questões que envolvem a indústria de bebidas não alcoólicas, todas elas fruto da falta de informação e do terrorismo nutricional diariamente propagados. Ainda assim, o setor apresenta-se em constante expansão. De acordo com o Euromonitor International (2018), em 2017 o Brasil ocupava a 7ª posição entre os países de maior consumo de bebida não alcoólica do mundo. Além disso, nas previsões disponíveis sobre o comportamento do mercado mundial de bebidas não alcoólicas (soft drinks) para os próximos anos, predominam boas perspectivas de expansão, com crescimento de até 3,7% até 2022. Embora a produção de refrigerantes destaque-se como o principal item desse setor (IBGE, 2018), e seu consumo tenha decaído em decorrência das novas tendências mundiais a bebidas com um apelo mais saudável, o setor de bebidas não alcoólicas vem se adaptando e conquistando cada vez mais consumidores com os famosos RTDs (Ready To Drink), chás, sucos naturais, águas flavorizadas, energéticos, águas de coco e bebidas lácteas.”

Publicado em 14/02/2019
Fonte: site da Semana Acadêmica da Engenharia de Alimentos da Unicamp © 2019.

SAIBA MAIS

“Indústrias de alimentos e bebidas vão reduzir açúcar em produtos”

“As indústrias brasileiras de alimentos e bebidas fecharam um acordo com o Ministério da Saúde, no qual se comprometem a reduzir a quantidade de açúcar em alimentos e bebidas industrializadas. A meta é retirar mais de 144 mil toneladas de açúcar de alimentos e bebidas até 2022.

O acordo com o Ministério da Saúde foi assinado pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), Associação Brasileira da Indústria de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (Abir) e Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos). (…)”

Publicado em 26/11/2018
Fonte: site Valor Econômico

Leia mais

Consumo consciente revoluciona indústria

Enquanto itens industrializados perdem espaço no cardápio, produtos saudáveis e orgânicos ganham mercado. Fenômeno obriga empresas tradicionais a rever política de investimentos

(…) O mercado global de bebidas não alcoólicas deve crescer 5,8% ao ano até 2025, puxado principalmente pelo aumento do consumo de água, água de coco, chás e sucos naturais. Para o mercado global de barras de cereais, a previsão é crescer 3,9% ao ano até 2023, como resultado da maior preocupação das pessoas em manter a forma física.”

Publicado em 21/02/2019
Fonte: site do Jornal Estado de Minas

Saiba Mais